domingo, 8 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
21º Aniversário
As teclas do piano fizeram soar os mais lindos tons, perante a suavidade dos dedos encantadores da jovem Raysa Mielke Fregona e a voz e viola da jovem Sílvia Barcelos deliciou os presentes.
terça-feira, 27 de março de 2012
Domingo de Ramos
“E muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor; Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.” (Marcos 11.8-10)
quarta-feira, 21 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Cristo Levantado
"E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.14-15)
domingo, 11 de março de 2012
Nós pregamos o Cristo crucificado!
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18)
O que a sua igreja proíbe? Quais são as regras que vocês teem? O que ela prega? “Você é evangélico e pode fumar, usar brinco, beber?”
Talvez alguém tenha perguntado isso para vocês. Numa Europa/Portugal cada vez mais “evangelicanizada”, cada dia fica mais difícil saber o que se percebe pela palavra “evangélico”, ao mesmo tempo em que praticamente todos os cristãos não católicos são classificados todos de “evangélicos”.
Para muitos, ser “evangélico” significa estar em um grupo onde há bastante apelo às emoções e muitas regras e obrigações, como a oferta obrigatória de 10% dos seus ganhos e a proibição de comer ou beber certas coisas ou usar certas roupas. As regras destes “evangélicos” variam muito entre as centenas (ou milhares) de denominações que se auto-intitulam “igreja evangélica”.
Para outros, ser “evangélico” é estar numa denominação onde o ponto principal é a busca pela prosperidade material, saúde e felicidade física e emocional, e onde normalmente há “campanhas”, “correntes” ou “passos” de fé para alcançar esta prosperidade.
Jesus é pregado nestes grupos? Claro que sim! Mas, infelizmente, Ele geralmente é colocado ou como um novo Moisés, dando novas leis e regras que as pessoas devem seguir para serem abençoados, e um juiz que vigia para ver quem cumpre ou não suas ordens; ou então é apresentado como um grande curandeiro, milagreiro e distribuidor de bênçãos materiais, quase como o gênio da lâmpada das histórias infantis.
Pouco ou nada se ouve, nesses grupos “evangélicos”, sobre o Cristo que o apóstolo Paulo pregava.
Paulo fala-nos de um outro Cristo, bem diferente do que é anunciado, usado e abusado em muitas denominações. Ele diz no v. 23: “Mas nós anunciamos o Cristo crucificado – uma mensagem que para os judeus é ofensa e para os não judeus é loucura.”
O Cristo crucificado, que veio ao mundo para cumprir a Lei de Deus em nosso lugar, pois não podemos cumpri-la de modo algum, e que veio também para morrer na cruz por todos os pecadores, pagando o preço e o castigo pelos nossos pecados e nosso descumprir da Lei de Deus – este Cristo era e ainda é hoje uma ofensa e escândalo para muita gente, e loucura para outros tantos.
Sim, o Cristo crucificado é uma ofensa e escândalo para aqueles que buscam nele apenas bem-estar físico e material. Era assim para os judeus da época de Jesus e Paulo, que em sua maioria esperavam um salvador político e distribuidor de bênçãos materiais.
Vemos isso, por exemplo, quando Jesus alimenta uma multidão multiplicando pães e peixes em João 6. O povo procura Jesus no dia seguinte para buscar mais comida grátis (Jo 6.26), mas quando Jesus disse que veio como o Pão do céu, no qual deveriam crer (Jo 6.29,35) para serem salvos da morte eterna (Jo 6.40), foi criticado e muitos o abandonaram (Jo 6.41,42,66).
Hoje também é assim: muita gente não quer ouvir falar de pecado, condenação eterna, Cristo crucificado para dar vida eterna e perdão. Buscam religiões e igrejas que pregam o Cristo milagreiro, que satisfaz as necessidades físicas e materiais para o aqui e agora, exatamente como os judeus que seguiam Jesus. Procuram uma Igreja não para ouvir o que precisam ouvir, mas para ouvir somente aquilo que lhes agrada.
Para outros Cristo crucificado é loucura, pelo mesmo motivo que era para os gregos no tempo de Paulo: se eu não posso compreender lógica e racionalmente como um homem considerado santo e filho de Deus acabou morto como um terrível bandido e, mais irracional ainda, que ele ressuscitou dos mortos, então isso é loucura para mim.
No meio disso tudo, onde há “evangélicos” que pouco ou nada pregam realmente do Evangelho, isto é, a boa nova da salvação e perdão gratuitos dados por Cristo, pela fé nele e somente pela graça de Deus – e por isso nem deveriam usar o título de “evangélicos”, e onde há tanta gente cética e dura de coração, estamos nós, cristãos da IELP.
E o que nós, cristãos luteranos, pregamos? Simplesmente pregamos o mesmo que Paulo: “nós pregamos o Cristo crucificado!”
· O Cristo que morreu e ressuscitou para nos dar o perdão dos pecados, vida e salvação eterna.
· O Cristo que prometeu e enviou o seu Espírito Santo, que nos dá e mantém na fé pela sua Palavra, Batismo e Santa Ceia.
· O Cristo que promete que nada nos faltará enquanto vivermos neste mundo, onde sofremos mas temos a vitória por meio Dele (Jo 16.33), pois Ele sempre está connosco, como prometeu em Mt 28.
Nós pregamos o Cristo que, se viesse fisicamente ao mundo hoje, provavelmente faria em muitos templos o que fez no templo de Jerusalém. Faria uma limpeza geral onde estão a fazer comércio com a Palavra de Deus e a vender suas bênçãos, e diria a muitos: Parem de fazer da casa do meu Pai um mercado! (Jo 2.16).
Nós pregamos o Cristo crucificado!
· o Cristo que veio para libertar do pecado e da lei, e não escravizar-nos a leis e regras humanas;
· o Cristo que veio dar a maior benção – a salvação eterna, de graça, e não prometer-nos o paraíso aqui no mundo, em troca de nossas ofertas ou obras;
· o Cristo que convida, oferece e dá vida verdadeira, e não obriga, não oprime nem aprisiona ninguém.
Nós pregamos o Cristo crucificado! Pregamos o Cristo que é único Caminho que leva a Deus, a única Verdade que salva e satisfaz e a única Vida que é perfeita e dura muito além da vida neste mundo, mas que passou pela cruz para ser tudo isso e, por isso, chamamos esta pregação de teologia da cruz.
Muita gente, precisa conhecer este Cristo, para crer nele e torna-se um verdadeiro evangélico, isto é, alguém que é salvo pelo Evangelho do Cristo crucificado e vive pelo Evangelho do Cristo ressuscitado. Vamos então cada vez mais e melhor, com o poder de Cristo em nós, pregar o Cristo crucificado, o Cristo Salvador! Amém.
Rev. Leandro Daniel Hubner – Adapt. Rev. Genivaldo Agner
domingo, 4 de março de 2012
Consciências Atribuladas
“Deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Co 5.20).
As folias do tumultuoso carnaval já abrandam e enquanto isso, muitas consciências tumultuaram-se. Mais uma vez Satanás conseguiu triunfar em algumas vidas.
Também nós cristãos não conseguimos evitar que a pecaminosidade do carnaval nos afetasse. Vimos pecado pelos meios de comunicação, jornais, revistas e a televisão, bem como na rua. Nossa carne sentiu-se atraída e regozijou-se. Precisamos exclamar com o apóstolo Paulo: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7.24) Onde buscaremos e encontraremos consolo?
Eis que Deus em sua grande misericórdia mais uma vez estende-nos sua mão, e diz: “Deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Co 5.20). Mais uma vez ele convida-nos: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Isaías 1.18).
Para que Deus pudesse convidar-nos e oferecer o perdão, foi necessário que seu Filho unigénito Jesus Cristo se dispusesse a tomar sobre si os nossos pecados e trilhasse o caminho ao Calvário. Esta sua obediência ao Pai e o carregar de nossos pecados até a morte de cruz, contemplamos bem de perto neste período da quaresma. Nisto não queremos ser meros expectadores, que pasmam e se comovem diante da paixão e morte de Cristo, dizendo: Como os fariseus, os romanos e o povo puderam ser tão injustos e cruéis com Cristo. Queremos antes meditar
sobre o por que da paixão de Cristo. Este por que, o próprio Jesus nos indica dizendo: “(Tu) me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas iniqüidades.” (Isaías 43.24). Isto vale para cada um de nós. Nós fizemos Jesus sofrer. Cada pecado em pensamentos, palavras e acções são as bofetadas, os açoites, os pregos que feriram Jesus.
Toda esta humilhação de Jesus aconteceu para nós. Jesus foi o substituto de toda a humanidade, também o seu e o meu substituto. Ele trilhou o caminho que você e eu deveríamos trilhar, mas não éramos capazes disso. Por isso Jesus perguntou a seus discípulos: “Podeis vós beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos” (Mateus 20.22) Eles julgaram, naquele momento que sim. Mas isto era impossível. Jesus concluiu a conversa com eles dizendo: “O Filho do homem veio para servir.... e dar a sua vida em resgate por muitos” (isto é, por todos). Ele cumpriu a lei em nosso lugar, carregou nossos pecados e os pagou pelo derramar do seu sangue. Venceu nossos inimigos pecado, morte e Satanás. Tudo isso para que pudéssemos voltar à comunhão com Deus, pela fé na graça de Cristo. Agora ele nos diz: “Deixa-vos reconciliar com Deus”. (2 Co 5.20).
Vamos, pois, a ele. Humilhemo-nos em profundo arrependimento, suplicando-lhe perdão. Orando: “Cria em mim, ó Deus, um puro coração e renova em mim espírito reto. Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um voluntário espírito.” (Sl 51.10). Amém.
Rev. Horst R. Kuchenbecker – Adap. Rev. Genivaldo Agner.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
O Plano de Deus para a Oferta do Cristão de acordo com Malaquias
O presente estudo foi compartilhado no dia 05 de Fevereiro na Paróquia Consolação das Mercês. A intanção foi e é, mostrar que Deus tem um plano pra cada um de nós quando falamos em ofertas.
- Ml 1.2: Deus diz: “Eu sempre amei vocês”. Temos um Pai que nos ama e por isso nos ensina a sua vontade, também sobre as ofertas.
- Ml 2.7: “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.” A oferta cristã também precisa ser aprendida. Quem ensina é o pastor, com o ensino bíblico e seu próprio exemplo.
- Ml 1.6: “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra?” Nos vv. 6-11 Deus acusa seu povo de não honrá-lo nas ofertas, pois traziam a Deus animais cegos, doentes e defeituosos, ofertavam qualquer coisa - refugo, sobra – coisa que não teriam coragem de oferecer a uma autoridade, por exemplo.
- Deus acusa os sacerdotes (pastores): ou não tinham ensinado ao povo o que Deus tinha ordenado ou concordavam com as atitudes erradas do povo.
- E nós, hoje? Se o povo de Deus não sabe ofertar conforme o plano de Deus, os primeiros responsáveis são os pastores. Mas se o pastor ensina e o povo ainda não oferta como Deus quer, de quem é a responsabilidade?
- Ml 1.9: “Agora, pois, eu suplico, peça a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.” Pelo tipo de oferta Deus conhece o coração da pessoa, sua intenção e sua fé.
- Ml 3.8,9: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.” O desleixo na oferta levou à desonestidade do povo nas ofertas (...vocês me roubam...) e à maldição de Deus sobre eles.
- Ml 3.10-12: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.” Aqui Deus nos mostra as três finalidades da oferta do cristão:
1. Para honrar a Deus como Senhor (1.6 e Pv 3.9);
2. Para haver recursos para o Reino de Deus (3.10);
3. Para tornar o cristão uma pessoa feliz (3.12).
- Ml 3.10,11: Deus nos convida a confiar totalmente nele e promete muitas bênçãos aos mordomos fiéis, bênçãos que não podem ser medidas por medidas humanas, pois nossa felicidade depende de Deus. Ele já nos deu sua maior oferta – seu Filho Jesus – e com certeza nos dará todas as outras coisas (Mt 6.25-34; Rm 8.31-34).
Conclusão
1. o motivo para ofertar: a oferta de Deus a nós – seu Filho Jesus que morreu por nós.
2. Conseqüência da desonestidade e relaxamento na oferta: desonra a Deus e por isso, rejeição e maldição de Deus;
3. Conseqüência da fidelidade e honestidade na oferta: honra a Deus, recursos para a pregação do Evangelho, felicidade no exercício da fé e bênçãos de Deus.
Escolha sua porcentagem, faça seu voto, seja fiel e confie no SENHOR!
Adap. Rev. Genivaldo Agner
sábado, 28 de janeiro de 2012
SABEDORIA LÁ DO ALTO
1 Coríntios 2.1-16
“Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória.” (1 Coríntios 2.6-7)
Existem muitas maneiras para anunciar o evangelho às pessoas. Em alguns países isso é mais fácil; mas em outros, a resistência é grande. Mesmo assim, procuramos por todos os meios levar a você uma mensagem de fé e esperança. Estamos certos de que Deus irá manifestar-se na sua vida a fim de que você também perceba a grandiosidade do amor de Deus para com todos.
Não lidamos com um conteúdo vazio, mas lidamos com a sabedoria que vem do alto, ou seja, o conteúdo desta mensagem é divino e tem como propósito levar você a refletir sobre o significado de Cristo para a sua vida. Pensando assim, o apóstolo Paulo diz: “Para os que são espiritualmente maduros, anunciamos uma mensagem de sabedoria. Mas não é de uma sabedoria deste mundo nem a dos poderes que o governam e que estão perdendo o seu poder” (1 Coríntios 2.6).
A mensagem de Deus aos corações das pessoas é singular, diferente e foge da comparação com qualquer outra mensagem. Ela fala de Jesus Cristo, o Senhor, que nos ama e deu a sua vida para nos salvar. Esta mensagem é especial pois a partir dela temos vida em nós. Quando estivermos tristes, abatidos, sem saber o que fazer, lembremo-nos de Jesus. Somente ele nos anima, carrega em seus braços e nos conduz em segurança.
Não conseguimos entender a Deus. O Espírito Santo coloca em nós o conhecimento e a confiança em Deus. É através do Espírito de Deus que recebemos a fé em Jesus Cristo. Como entender o que Cristo fez por nós? Ele morreu por amor, para nos dar o perdão dos pecados e a vida eterna. Não precisamos entender, precisamos confiar.
Oremos: Senhor Deus, sei que a tua mensagem é espiritual porque me leva a refletir sobre a grandiosidade do teu amor e poder para com o ser humano. Obrigado por me tornares teu filho, em Cristo Jesus. Amém.
Rev. Waldyr Hoffman
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
SOMOS TEMPLOS DO ESPÍRITO
1 Coríntios 6.12-20
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” (1 Coríntios 6.12)
Saber distinguir o certo daquilo que é errado costuma ser mais difícil do que imaginamos. A medida que vamos crescendo, pensamos que já sabemos de tudo, aquilo que é melhor ou pior para nós. Não é preciso dizer que muitas vezes estamos enganados.
O apóstolo Paulo lembra aos cristãos de Corinto: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. (1 Coríntios 6.12)
Essa é a liberdade, que em Cristo nós temos. Temos o poder de decisão sobre as coisas terrenas. Também é verdade, que por causa do pecado, temos sempre a tendência de fazermos escolhas que não são as corretas, ou que vão contra a vontade de Deus. Paulo nos lembra que eu posso fazer todas as coisas que eu quero, mas nem todas são úteis ou convenientes para um cristão.
E como bons despenseiros dos dons que Deus deu-nos, somos chamados a tomar conta também do nosso corpo. Precisamos saber que o corpo que temos tem os seus limites e precisa ser bem cuidado, para que continue a funcionar de forma correta.
Através do santo baptismo, recebemos o Espírito Santo, e ele agora habita em nós. É isso que Paulo nos lembra no versículo 19 de nosso texto. Nós fomos adquiridos por Deus para sermos a sua propriedade, e como tal não somos nós que vivemos, mas Cristo que vive em mim.
Temos a liberdade de nos entregarmos aos vícios deste mundo. Temos a liberdade de não cuidarmos do nosso corpo, como Deus espera. Sim, temos essa liberdade. A pergunta que nós devemos nos fazer é: isso agrada ao nosso Pai Celeste? As drogas proibidas, e as “permitidas” como cigarro, bebida alcoólica, aos poucos vão destruindo o Templo Sagrado do Espírito Santo.
Que o bondoso Deus nos fortaleça e nos conserve, para que possamos nos livrar de quaisquer vícios que prejudicam o nosso corpo. Amém.
Rev. Genivaldo Agner
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
6 de Janeiro - Epifania
OS MAGOS DO ORIENTE
“E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.” (Mateus 2.11)
Hoje, 6 de janeiro, a Igreja Cristã em todo mundo celebra a Epifania. Epifania significa revelação, manifestação. É o dia em que lembramos a visita que os Magos do Oriente fizeram ao Menino Jesus.
Sem dúvida nenhuma, a história dos Magos, vindos de terras distantes para adorar o Menino recém-nascido, enriquece muito as festividades em torno do Natal, aprofundando e ampliando o seu sentido máximo de que Jesus é o Salvador de todos, também dos não-judeus, os que não faziam parte do “povo de Deus”, naquela altura.
Os Magos vieram movidos por um desejo ardente de conhecer o Rei dos judeus. Eles deram duas demonstrações de sua grande fé no Senhor. Eles se prostraram diante de uma criancinha que, aos olhos do mundo, não justificava as esperanças e expectativas que os trouxeram de tão longe. Mas é exatamente nisto que consiste a fé: em apegar-se à Palavra divina, confiar nas promessas do Deus gracioso, ainda que isto contrarie a aceitação e explicação da razão humana. A segunda demonstração vem logo depois. Após os momentos de adoração, os Magos abriram os seus tesouros, e ofereceram ao Menino o que de melhor havia em suas terras: “ouro, incenso e mirra.” Este foi, sem dúvida, um extraordinário exemplo de fé, adoração e oferta.
Como está a sua fé? Jesus veio para salvar os perdidos. Jesus veio para nos salvar a nós. Os Magos são um exemplo de que a salvação que Jesus trouxe é universal.
Confiemos em Cristo de todo o coração. Acheguemo-nos a ele em cada instante de nossa vida. Ofertemos-lhe o ouro da nossa fé, o incenso das orações e a mirra do verdadeiro arrependimento.
Oremos: Senhor Jesus, graças te dou porque não permaneceste como Senhor e Salvador exclusivo de alguns, mas te revelaste ao mundo, de tal sorte que também eu posso crer e esperar a vida eterna. Amém.
Rev. Egon Kopereck
sábado, 31 de dezembro de 2011
Ano Novo
“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.” (Salmos 127.1-2)
Olhando para a minha bola de cristal, gostava de dizer o que vai acontecer em 2012.
Ah pois, é verdade. Eu não tenho uma bola de cristal. Ninguém tem uma bola de cristal, o que significa que ninguém tem a habilidade de assegurar com toda certeza que alguma coisa vai ou não acontecer.
Mas isso não quer dizer que as pessoas não vão tentar prever o futuro.
A mais de 200 anos, na costa de Plymouth, Inglaterra, foi construído um farol para ajudar os navios a não se chocarem contra as rochas. O arquiteto, chamado Winstanley estava convicto que o farol poderia suportar qualquer tempestade ou onda que poderia surgir.
De facto, o Sr. Winstanley estava tão certo que sua criação poderia suportar qualquer coisa no futuro, que mandou colocar essas palavras na pedra fundamental: “Soprem ó ventos! Suba oh oceano! Venham com força, oh elementos e testem o meu trabalho!”
Para encurtar a história, os ventos sopraram, o oceano subiu e o farol foi testado. Foi testado e não suportou. Demorou apenas 3 anos para ser reduzido à um monte de escombros.
Mesmo que o farol tenha sido destruído, os navios ainda necessitava do aviso da proximidade das rochas. Foi pedido a John Smeaton, um engenheiro cristão, para redesenhar e reconstruir o farol. Ele o fez. E quando terminou, na pedra fundamental lia-se: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Por muitos anos, o farol permaneceu firme.
Não sei quais ventos e quais ondas vão sobrevir sobre você em 2012. Uma
coisa eu sei. Se tentar ficar firme por si só, a confiar em sua própria sabedoria e habilidades, você vai desabar da mesma forma como o farol de Winstanley. Por outro lado, se a cada dia desde novo ano estiver fundamentado no Senhor Jesus, que deu a sua vida pela nossa salvação, você será capaz de ficar firme como uma testemunha de Jesus. Você será capaz de permanecer firme nas tempestades.
Isto fará com que 2012 seja um ótimo ano!
Oração: Querido Senhor, livra-me do orgulho próprio em 2012. Permita-me reconhecer que apenas posso permanecer firme contra as tempestades da vida, se a minha vida estiver construída sobre Jesus. Em seu nome, oramos. Amém.
Lutheran Hour Ministries
Trad.: Rev. Genivaldo Agner
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
NOSSO REFÚGIO
Salmo 90.1-12
Nós já estamos na última semana do ano. Escusado é dizer que assim como todo o ano de 2011, esses últimos dias passarão a correr. Apesar de termos muitas coisas a serem feitas para as festas de final de ano, passará num piscar de olhos.
E quando começamos a de facto fazer um balanço de como foi o nosso ano, o que fica para nós? Quais as lições que tiramos de, até agora, 361 dias decorridos no ano de 2011? Alguma coisa há de ter ficado em nossos corações e mentes.
No salmo indicado para a leitura bíblica, aprendemos alguma coisa com Moisés, o autor do salmo. A certeza de que Deus tem sido o nosso refúgio e a nossa proteção, sempre.
Em Deus, encontramos o refúgio que necessitamos. Foi nele que encontramos refúgio para o ano que está a terminar, e nele certamente encontramos refúgio para o ano que está mesmo aí a nossa frente.
E se pensarmos em deixar para mais tarde, através do Espírito Santo, aceitar a proteção e o amparo de nosso Deus, pensemos mais uma vez. Da forma como os nossos dias passam com rapidez, poderemos não ter outra oportunidade. Afinal, como diz o texto do salmo: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite. Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce. De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.” (Salmo 9.4-6)
É hora de começarmos a pensar no próximo ano. É hora de prepararmos o nosso coração e a nossa vida para os novos desafios que esse ano vai nos apresentar. É hora, de mais uma vez, apresentarmos ao Senhor a nossa vida em oração e devoção à ele, e dizer como Josué: “Eu e minha casa serviremos ao senhor.” (Josué.24.15)
Nada sabemos desse novo ano. A única certeza é a promessa de Deus de ser o nosso refúgio e fortaleza, presente em todos os 365 dias no próximo ano. E isso basta! Todas as outras coisas nos serão acrescentados, de acordo com a vontade de Deus.
Oração: Senhor de Israel! Sê o nosso refúgio e a nossa proteção durante essa semana e durante todos os dias de minha vida. Amém.
Rev. Genivaldo Agner
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Nasceu o Salvador
Lucas 2
“De vocês”: Essa é a principal notícia de hoje.
Provavelmente os noticiários dos jornais, do rádio e da televisão terão uma porção de coisas diferentes a divulgar: os congestionamentos nas estradas, infelizmente alguns acidentes ou notícias desagradáveis. Alguns noticiários talvez se dediquem a descrever comemorações e costumes diferentes de se festejar o Natal em outros lugares deste mundo. Enfim, teremos notícias boas e não tão boas assim.
Nem sempre a melhor notícia é transmitida pelos meios de comunicação. Naquele primeiro Natal, alguns pastores estavam cuidando das suas ovelhas na fria madrugada, longe dos meios de comunicação da sua época. Esse era o seu trabalho. Não existiam cercas dividindo as terras nem protegendo as ovelhas dos animais ferozes e dos ladrões. No silêncio da noite, soa uma notícia, a melhor de todas as notícias: “Hoje, na cidade de David, nasceu o Salvador de vocês – o Messias, o Senhor.” Os pastores conheciam muito bem essa profecia. Desde a sua infância ouviram a profecia de que Belém, a cidade onde tinha nascido o rei David, seria cenário para a chegada de outro rei, melhor, maior e diferente. Mais do que um rei, nascia “o Salvador de vocês”.
Muitos foram os que se consideravam “salvadores”, inclusive salvadores da pátria. Heróis, líderes e voluntários anónimos. Muitos foram os que salvaram a outros em momentos de emergência, do caos ou de outra dificuldade. Os pastores de Belém, no entanto, recebem a melhor de todas as notícias: o Salvador que nasceu é o Salvador de vocês. Ele salvará vocês. Um rei nascido de forma especial, divino em sua natureza, vocacionado para dar a sua vida voluntariamente, esse veio por causa de vocês e para vocês.
Os pastores entenderam a mensagem e tomaram uma decisão: “Vamos até
Belém para ver o que aconteceu, para ver aquilo que o Senhor nos contou” (Lucas 2.15).
Oremos: Querido Deus, eu também quero receber as boas notícias. Envia o teu Espírito Santo para que eu possa aceitar o nascimento de Jesus como o nascimento do meu Salvador. Amém.
sábado, 17 de dezembro de 2011
CHEGADA ANUNCIADA
Lucas 1.26-38
Como é bom quando alguém nos telefona, manda uma mensagem, um e-mail ou algo parecido anunciando a sua chegada, a sua visita. Se for alguém esperado já há muito tempo, ficamos muito, mas muito felizes com a possibilidade da sua visita em nossa casa.
No texto bíblico de hoje, nós temos o anuncio de uma chegada muito importante. O anjo do Senhor veio até Maria, para lhe anunciar o nascimento do Salvador do mundo, o Messias prometido do Antigo Testamento. Era algo já há muito tempo esperado por todo o povo de Israel.
Maria foi pega de surpresa com a notícia do anjo. Ela seria a mãe do Salvador do mundo. E como provavelmente todos nós faríamos, ela ficou preocupada e não se achou digna da tamanha honra. Mas o anjo tranquilizou-a com palavras de carinho e conforto.
Finalmente era chegada a hora. O salvador tão esperado estava por chegar, e Maria teria um papel fundamental nessa chegada. Ela daria a luz ao Salvador de todos os homens, Jesus Cristo, o filho de Deus.
Maria coloca-se a disposição do Criador quando diz: “Eis aqui a serva do Senhor, cumpra-se em mim segundo a tua palavra…” (Lucas 1.38)
Deus usou e usa pessoas comuns para realizar a sua missão aqui no mundo. Usou Maria, usou Abraão, Moisés e Jacob, David, Pedro e Paulo. E continua a usar a mim e a você como instrumentos de missão, para levar a salvação conhecido à todos os homens.
Com o anuncio da chegada do menino Jesus, entramos na semana do Natal. Que os preparativos da chegada da festa de aniversário de Jesus possam ser abençoados. Que possamos dizer como Maria disse: “Eis-me aqui, usa-me e faça-se em mim segundo a tua vontade.”
Oração: Querido Salvador, prepara os nossos corações e as nossas mentes para o período do Natal. Perdoa quando as vezes esquecemos o real motivo dessa festa. Abençoa-nos hoje e para todos sempre. Por amor e em teu nome oramos. Amém
Rev. Genivaldo Agner
sábado, 10 de dezembro de 2011
Dia da Bíblia
DIÁRIO DE UMA BÍBLIA
Tentemos imaginar que a nossa bíblia mantivesse um diário e nesse colocasse tudo que se passa com ela durante o ano? Será que seria assim?
15 de Janeiro - Descansei a semana toda. Durante algumas noites no principio do ano, meu dono lia-me com regularidade, porém creio que tem se esquecido de mim.
8 de Fevereiro - O meu dono usou-me por alguns momentos depois do almoço. Estava procurando algumas referências. Fui hoje a um estudo bíblico numa casa de família.
2 de Abril - Passei o dia muito preocupada. O meu dono tinha de auxiliar na liturgia do culto e estava procurando algumas referências e leituras. Custou-lhe bastante achar um texto, embora estivesse no lugar de sempre.
1º de Maio - Passei toda à tarde no colo da vovó. Ela está de visita aqui. Deixou cair lágrimas sobre Colossenses 2.5-7.
10 de Maio - A vovó voltou hoje para sua casa. Deu-me um beijo em despedida. Estou novamente no meu lugar de costume.
3 de Junho - Fui arrumada dentro de uma mala com roupa e outros objetos. Acho que vamos passar uma temporada fora de casa.
7 de Junho - Ainda estou na mala, apesar de quase todas as outras coisas já estarem dispostas em outros lugares.
15 de Junho - Em casa outra vez e no meu lugar habitual! Fiz uma longa viagem. Não compreendo por que motivo fui levada.
5 de Setembro - Arrumação. Fui bem espanada e colocada em meu lugar de costume.
11 de Dezembro - Domingo da Bíblia. Meu dono levou-me à Igreja. Ouvi coisas lindas a meu respeito. Não posso entender como sabem dizer coisas maravilhosas sobre mim, e ainda me deixaram esquecida.
20 de Dezembro - A casa está sendo preparada para festejar o Natal. Bem espanada continuo no meu lugar.
3 de Janeiro - Ano Novo Vida Nova! Meu sonho é ao menos ser lida por você neste ano.
E agora? Será semelhante a este diário o da sua Bíblia? Já imaginou se este diário fosse publicado.
com o teu nome?
Autor desconhecido - recebido pela internet
sábado, 3 de dezembro de 2011
O PODER DA ORAÇÃO
Mateus 6.1-13
Num determinado lugar, alguém questionava acerca da oração, como sendo algo que embora inofensivo, não via resultados com a mesma. Foi-lhe perguntado como orava.
- Faço diariamente a minha oração antes de me deitar e às vezes até já estou com bastante sono, mas como sei de cor e salteado tudo o que digo, ela sai-me naturalmente.
- Mas quando fazes as tuas orações diariamente, reflectes sobre o que dizes, o que pedes, o que agradeces?
- Não, não perco muito tempo com isso, porque a minha oração já está definida e é sempre igual.
Jesus ensina como orar a Deus. Não são necessários grandes gritos, nem muitas repetições, mas orar com fé e acreditar nas promessas de Deus através da Bíblia Sagrada. Devemos escolher um lugar calmo, tranquilo, uma hora despreocupada, coloca-te em recolhimento e desligado do mundo. “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mateus 6.6). Faz uma meditação, pensa no teu dia, nas tuas preocupações, nas tuas alegrias e conversa com Deus; Em humildade, em fervor, em sinceridade e com a certeza que a tua oração será ouvida e atendida.
No entanto, isto não significa que não possamos orar publicamente, (1 Timóteo 2.1 – 3) antes pelo contrário, a oração entre irmãos tem tanto valor quanto a tua oração feita em recolhimento.
Pai Nosso que estás nos céus. Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão-nosso de cada dia nos da hoje. E perdoa-nos a s nossas dívidas, assim como nós também perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação. Mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém
António Quental
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
DEUS CUIDA DOS SEUS
A Igreja Cristã celebra hoje o Dia de Ação de Graças, um dia especial em que somos lembrados e incentivados à gratidão. Mas vocês não acham que até parece engraçado haver um dia de ação de graças? Não deveria isto fazer parte da vida do cristão, como algo natural?
Infelizmente, há duas maneiras de nos aproximarmos desta questão e sermos motivados à gratidão: através da lei (você precisa agradecer a Deus) ou através do evangelho (Deus lhe dá a oportunidade de agradecer). Podemos agradecer com medo ou com amor.
Como Igreja Luterana, há poucos dias atrás lembramos da ação de Deus ao trazer sua Igreja de volta à verdade da sua Palavra através do ensino e da obra de Lutero para a Igreja. Também quando falamos em gratidão a Deus, podemos olhar os ensinamentos do Reformador Martinho Lutero.
Deus cuida de nós. Deus nos ama e se preocupa com cada um de nós e realmente nos protege. Disto não podemos e não devemos duvidar, pois Deus já o demonstrou inúmeras vezes.
Deus é nosso Pai e se preocupa connosco. Confiemos nele e abramos o nosso coração e, a partir desta fé, vivamos uma vida de gratidão a ele. Deus sempre de novo nos mostra o Salvador Jesus Cristo para comprovar todo o cuidado que tem por nós. Ele está connosco, nos auxilia e protege, nos ama e cuida de nós.
Foi esta também a confiança de Lutero que disse: Falta-lhes algo? Ora, a solução é fácil: derramem seus corações perante Deus, digam-lhe tudo abertamente, nada escondam. Seja o que for, lancem aos pés dele aos montes, como se desabafassem perante um bom amigo. Ele gosta de ouvir e está disposto a ajudar e aconselhar. Não tenham medo nem pensem que o problema é demasiado grande. Ponham tudo para fora com coragem, mesmo que sejam sacos cheios de necessidades. Digam-lhe tudo, pois ele é maior que todas as nossas carências e capaz e disposto a fazer mais do que pedimos. Quanto mais pedem, tanto mais gosto terá em ouvi-los. Derramem tudo, e à vontade, não o façam aos pingos e pedacinhos. Ele derramará dilúvios de bênçãos sobre vocês.
Rev. Rony Ricardo Marquardt
sábado, 19 de novembro de 2011
SE DEUS QUISER
Tiago 4.13-17
“Se Deus quiser” é uma expressão recorrente. Dizemo-la com muita facilidade, sem pensar, de forma inconsequente e, muitas vezes, sem mesmo querer dizê-la. O problema não está em dizer “se Deus quiser”. O problema está em dizer isso como uma banalidade qualquer.
O texto bíblico em apreço sugere que “se Deus quiser” é para ser dito muitas vezes! Contudo, não como uma repetição vã, mas conscientes do significado desta afirmação. Esta não é uma afirmação egocêntrica, pretensiosa, mas uma afirmação condicional. Isso significa que ao afirmar essas palavras, colocamos a nossa vontade e confiança debaixo da vontade de Deus.
“Se Deus quiser” é um estado de espírito verbalizado, é a certeza da providência divina, é reconhecer que muitas coisas escapam do nosso controlo, contudo não escapam do controlo de Deus, é perceber que Deus trabalha os seus propósitos mesmo quando as coisas não vão bem, e aceitar que a última palavra é a Dele.
A nossa vida é frágil e, em muitos sentidos, imprevisível. Por isso o apóstolo Tiago alerta: “Mas nem sequer sabem o que vos vai acontecer amanhã! Não passam de uma nuvenzinha, que aparece uns instantes e rapidamente desaparece.” (v.14). Por isso, dizer “se Deus quiser” é não errar o alvo, e é bem melhor do que dizer apenas “iremos” ou “faremos”.
Oremos: Querido Pai, que haja em nós o mesmo pensamento que em Jesus: não se faça a minha vontade, mas sim a tua. Por intermédio dele, pedimos. Amém.
Miguel Barcelos
